28 de dez. de 2008

Muros

Estava atravessando a cidade onde meus sentidos foram afogados, onde aprendi a viver, onde minha liberdade chegou ao fim, tenho que derrubar estes muros, mas sou tão jovem para viver uma mentira. Agora o céu esta mudando e sei que vou conseguir enquanto o mundo chega ao fim, mas não volto atrás, sentindo solidão e dor nunca estive tão consciente, inspirando e expirando bem devagar, sentindo o sabor de poder continuar andando, atravessar as ruas mortas, e através das nuvens eu consigo ver um novo amanhecer.
E mais uma vez direi Adeus, as coisas acontecem mas não sabemos o motivo, se é para ser sempre assim, por que a maioria das pessoas ignora a possibilidade de perderem? As cicatrizes um dia voltam a se abrir e meus sonhos se reduzem a menos que lágrimas, não entendo, tento encontrar um lugar seguro para se esconder, mas tudo que odeio gira ao meu redor, todas as coisas que parecem ser fatais estão ao meu lado, o sorriso malicioso, invocando morte.
E atravessando a cidade eu vejo tudo em meus olhos manchados como nunva vi antes, deixo tudo para trás, o ultimo muro já esta no chã0, se destruindo, eu sou capaz de continuar e nada pode me fazer parar, eu prometi que nunca iria me desaponatar.
É hora de correr, o ultimo muro caiu!

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